domingo, 27 de maio de 2012

Atualizando Pitangueira (Projeto 25)

Amigos,


Seguindo meu calendário de cuidados, além da adubação de Maio, providenciei a primeira aramação da Pitangueira, com uma poda de limpeza, para começar a estilizar a planta.


Atualizações passadas em: Atualizando-o-projeto-25-pitangueira

Fotos:




video

Meu calendário de cuidados

Caros amigos e curiosos, boa noite.

Nas últimas atualizações venho fazendo referência à minha Agenda de trabalho com as plantas e para ilustrar melhor aos amigos, em especial os iniciantes que como eu procuram referências para o cultivo e os cuidados em cada estação, apresento o melhor apanhado que encontrei em minhas pesquisas na internet.

O arquivo é bem mais completo e quem quiser posso compartilhar, mas o que posto abaixo são os cuidados agendados apenas com algumas espécies da minha coleção.

Enjoyed !





sábado, 19 de maio de 2012

Papo no Clube: Fazer ou não um curso? por Gustavo

Caros amigos,

Com esta postagem, inicio uma nova fase de aprendizado por trocas de experiencias e também deste Blog, abrindo espaço para os colegas que também curtem e praticam a arte Bonsai. Trata-se do "Papo no Clube", uma iniciativa de divulgar publicações matérias e discussões criadas pelos amigos do Bonsai Clube de Juiz de Fora em especial, mas não limitado a eles, especialmente para o meu Blog.

Iniciaremos com uma bela reflexão de Gustavo de Melo Duarte. Obrigado pela contribuição Gustavo. Confiram !!

Fazer ou não um curso?
Autor: Gustavo de Melo Duarte

Amigos antes de tudo quero fazer um adendo, antes de vocês iniciarem a leitura desta. O Bonsai, é uma arte, e como qualquer arte possibilita infinitas interpretações, admiração, opiniões e ainda cada qual gosta ou não dependendo de seus próprios gostos. Digo isso porque muitas vezes pedimos opiniões e não estamos preparados para ouvir opiniões negativas como, esta feio, esta desarmonioso, você fez errado enfim, algo que não esperávamos.

Mas adentrando propriamente no assunto deste gostaria de falar sobre uma coisa que passa na cabeça de todo entusiasta pela arte do bonsai em algum momento de sua trajetória na arte: Fazer ou não um curso de bonsai? Bom como qualquer tipo de arte não é obrigatório que você realize um curso para cultivar seus próprios bonsai, aqui mais um adendo a palavra bonsai é um ideograma por tanto não existe plural para ela, o fato de não ser pré-requisito um curso, creio eu que pode ser atualmente justificado pela ocidentalização desta arte nos últimos anos, com publicações no nosso idioma, de livros, revistas, a imensa gama de informações que navegam pela web, os fóruns de discussões, enfim, jeito de aprender a arte do bonsai é o que não falta.

Antigamente o que justificava era o oposto, não havia fontes de informações de fácil acesso, não havia pessoas experientes, fóruns, a web, o bonsai era quase um mito, tanto é que ainda hoje muitas pessoas acham que bonsai é uma especie de planta que fica pequena e pronto.
Junto a isso temos os casos de expoentes do bonsai no Brasil que nunca tiveram a oportunidade de fazer um curso ou algo similar, mas mesmo assim chegaram aonde chegaram, com trabalhos maravilhosos e um leque de conhecimento formidável. Sendo assim voltamos a pergunta geradora deste texto: Fazer ou não fazer um curso de bonsai?

Bom infelizmente tenho que dizer que não existe resposta para esta pergunta. Você pode sim ser um bonsaista sem fazer um curso sequer, pode trabalhar suas plantas, podá-las, aramá-las, e no final de tudo ter um lindo exemplar, passar o resto da sua vida praticando esta arte assim ser feliz assim e pronto ninguém tem nada com isso.
Mas ao mesmo não posso negar que fazer um curso faz toda a diferença, que muda completamente conceitos que você tinha, amplia sua visão sobre todos os aspectos da arte, te enche de informações e experiencias que nenhum site ou forum da web poderia lhe proporcionar, é incoparavel a experiencia de ter uma pessoa anos luz a sua frente te falando e te mostrando o que é certo e o que é errado, te mostrando o melhor caminho quando você já tinha esgotado suas possibilidades.

Falo isso porque eu vivi as duas experiencias, durante 2 anos fui autodidata, e só então depois disso resolvi fazer um curso na já extinta Sociedade Brasileira e Bonsai, passei um final de semana no Rio de Janeiro para este curso, dai a coisa virou um vicio na minha vida, e não pude mais para, fiz outros cursos no Rio com o Roberto Gerpe, com o mestre italiano Salvatore liporache, com a argentina Maria Gorruchaga, em minas com o Rock Junior, com o Mestre hidaka e a regina suzuki, com o Chrales fernandes. Enfim, todo e qualquer oportunidade que tive para fazer um curso com alguém eu fiz.

Mas é tão bom assim? Sim é melhor do que vocês possam imaginar, saber para que lado enrolar o arame se você quer mover um galho pra cima ou para baixo, pra direita ou pra esquerda, saber escolher a frente do bonsai pela distribuição do nebari, saber formar um bom nebari usando uma tabua e alguns pregos, fazer um alporque corretamente, saber que antes de um transpante a terra deve estar seca para se descolar facilmente das raizes.

Amigos uma coisa é você ler como dever ser feito o pinçamnto das agulhas de um pinhiero negro, outra coisa e você ter um pinheiro negro a sua frente e uma pessoa como a Regina Suzuki te ensinado a pinçar um pinheiro, uma coisa e você ler sobre e tentar reduzir as folhas de um a Acer, outra e ter o mestre Hidaka executando a técnica na sua frente. O mesmo para a desfolha de uma piracanta com as orientações do Rock Junior.

Bom não quero me alongar mais, acho que vocês já entenderam o que eu quero dizer, Acho que a resposta para esta pergunta pode ser comparada a resposta para: Naquele domingo de verão com o sol rachando você na praia e ai: Tomar uma Polar ou uma Skol gelada? Temos que aproveitar as facilidades que temos hoje. Abraços a todos

Gustavo de Mello Duarte     

sábado, 12 de maio de 2012

Atualizando o Projeto nº 15 - Tuia

Caros,

Essa é a primeira atualização da minha Tuia que trabalhei na primeira oficina do nosso Bonsai Clube de Juiz de Fora, e foi apresentada pela primeira vez na postagem do Projeto nº 15 - Tuia Nana. Venho tendo muita dificuldades para escolher um estilo e começar a trabalhar a planta, mas percebendo o quão demorado é seu crescimento, decidi promover alguns tracionamentos logo para não perder tempo.

Devido a composição do tronco da mesma que se divide em quadro grandes ramos muito similares e posicionados de forma praticamente iguais, não vi, a principio, outra forma se não tentar um estilo Vassoura.

Seguem as fotos:

MAIO 2012

MAIO 2012

MAIO 2012

OUTUBRO 2011 - APÓS OFICINA
SETEMBRO 2011


Atualização Projeto 04 - Bouga - Parte superior

Amigos,


Também nesta manhã trago fotos atualizando o desenvolvimento de outro exemplar, o meu primeiro e único yamadori até o momento. Trata-se de uma primavera do jardim da minha mãe que foi matéria do último post http://bonsaijuizdefora.blogspot.com.br/2011/12/atualizacao-projeto-n-04-bougainvillea.html.

MAIO 2012

MAIO 2012


MAIO 2012 - PREGADOR PARA NOÇÃO DE PROPORÇÃO DO TRONCO
MAIO 2012 - PRIMEIRA FLORADA APÓS A SEPARAÇÃO

DEZEMBRO 2011 - BOAS BROTAÇÕES NA PARTE SUPERIOR APÓS A SEPARAÇÃO


DEZEMBRO 2011 - PARTE INFERIOR

ABRIL 2011 - RECUPERAÇÃO E ALPORQUE

JANEIRO 2011 - YAMADORI



Atualizando o Projeto 25 - Pitangueira

Amigos,


Atualizo pra vcs hoje o desenvolvimento da minha pitangueira após a intervenção radical em Janeiro. Maiores informações sobre este trabalho estão na postagem Projeto nº 25 - Pitangueira.


Em mais alguns meses trago novas intervenções provavelmente com aramações e mamadeira.


MAIO 2012

MAIO 2012

FEVEREIRO 2012


JANEIRO 2012

NOVEMBRO 2011


domingo, 6 de maio de 2012

Ambientalização - Tokonoma


Quando olhamos os belos livros de arquitetura e decoração japoneses, as casas tradicionais, e diversos materiais de pesquisa sobre a cultura e cultivo do Bonsai, vemos invariavelmente, em destaque um ambiente artístico muito de muito encanto e harmonia para ambientalizar determinado interior.

Isso me chamou muito a atenção e a partir desta postagem, estarei trazendo o resultado de algumas pesquisas e estudos sobre este aspecto, as vezes decorativo, as vezes religioso da cultura oriental e do Bonsai.

O TOKONOMA
Como uma característica do Shoin-zukuri (estilo arquitetônico), no período Kamakura (1192-1333), o tokonoma foi desenvolvido a partir do Butsudan (o altar privado) no budismo. 

Durante o período Muromachi (1392-1573) e os períodos de Azuchi-Momoyama (1573-1603), tornou-se um recurso padrão com uma finalidade meramente decorativa, perdendo um pouco do seu carater mistico/religioso. 


Definindo a palavra TOKONOMA, temos que "Toko" significa literalmente "piso" ou "cama"; 'ma' significa "espaço" ou "quarto". 




Faz parte do tokonoma o fukurotodana (pequeno armário para guardar utensílios da cerimônia do chá). Este ambiente deve transmitir a integração de 3 elementos de maneira mais profunda. Chamado também de Oshiita, este ambiente é embutido na parede com cerca 4 metros quadrados, a 10 cm do chão, e com um mínimo de 60 cm de profundidade. É tradicional a exposição de um pergaminho em escrita tradicional, contendo em transcrições de sutras – ensinamentos das divindades, provérbios ou pensamentos de grandes mestres.


Mas também é possível encontrar variações destas medidas, talvez pela mudança na interpretação de constituição deste ambiente, como dito anteriormente, perdeu o caráter religioso e também pode ter perdido toda a métrica estética da época. Mas enfim, são ambientes maravilhosos.


Quando sentar os convidados em uma sala em estilo japonês, a etiqueta correta é do lugar do convidado mais importante com a sua volta de frente para o tokonoma. Isto é devido à modéstia; o anfitrião não deve ser visto para mostrar o conteúdo do tokonoma ao hóspede, e, portanto, é necessário para não apontar o convidado para o tokonoma. 

Pisar dentro dele é estritamente proibido, exceto para alterar a exibição ou os objetos expostos, mas há toda uma etiqueta estrita para fazê-lo corretamente e ela deve ser seguida. 

O pilar de um lado do tokonoma é geralmente feito de madeira, especialmente preparado para o efeito. Ela pode variar de um tronco aparentemente cru com a casca ainda ligada, a um pedaço quadrado de madeira muito reta. 


É costume mudar a arte apresentada no Tokonoma, alternando-a conforme as estações do ano, ou para escolhê-la para um convidado específico.
O tokonoma é uma das belezas da arquitetura/cultura japonesa, e mostra o espírito japonês de wabi (sabor sutil) e sabi (simplicidade elegante).

A INTEGRAÇÃO DA MENTE COM A NATUREZA:

Um espaço onde a mente pode repousar e observar as belezas naturais que nos são dadas por Deus – tokonoma – deve transmitir a paz como se observássemos um jardim, uma paisagem em miniatura. Quando colocamos um bonsai no tokonoma ou trazemos flores de nosso jardim para dentro da nossa casa,  é um momento em que podemos olhar com introspecção e nos afastarmos dos problemas dos dias modernos.


Kachofugetsu (A beleza nos elementos  da natureza)

Homem- Representado pela essência humana encontrada nas manifestações artísticas.

Terra- A grandiosidade ou simplicidade da natureza. Isto pode estar representado em um suiseki –  pedra com todas as características de uma montanha, ilha, escarpa, vale ou de algum animal ou objeto ligado à vida do homem.

Céu- A espiritualidade interior do homem e a conexão com o divino é expressada em um poema ou no pensamento de um grande mestre ou filósofo. É também usada uma paisagem minimalista japonesa chamada kakemono. Esta gravura pode ser monocromática e representar pássaros , flores, lagos com carpas ou o ambiente natural onde uma árvore vive nas montanhas. A pintura monocromática japonesa recebe o nome de suiboku ga, e um dos artistas que melhor representou esta arte foi o samurai Myamoto Musashi.

Trabalho de Edson Mori em sua clínica odontológica em MS.
Abaixo o detalhe para a interação de animais e natureza.


Para compreender melhor todos estes termos japoneses, apresento alguns conceitos sobre os elementos que habitualmente são utilizados para a composição de um tokonoma com Bonsai.

Kusamono:
Um elemento de grande simplicidade e beleza é fundamental na apresentação dos bonsais no tokonoma, é o kusanomo. Estas ervas, flores, plantas rasteiras e até musgos são plantadas em pequenos vasos, em pedras com cavidades e em madeiras mortas.







Sua função na apresentação do bonsai é transmitir ao observador a beleza de uma vegetação que está no ambiente das grandes árvores na natureza.

Kakemono

O Kakemono é uma verdadeira expressão da arte e faz parte da decoração ornamental de uma casa japonesa.



O Kakemono geralmente tem o formato vertical, feito totalmente de maneira artesanal, com papel de seda ou tecido e emoldurada com papel brocado. Seu conteúdo pode conter uma figura (animais, flores, paisagens, personagens da cultura japonesa ou do folclore japonês) ou então uma caligrafia como um provérbio ou uma poesia. Todos possuem uma expressão artística, independente do seu valor. São realmente magníficos!


O kakemono foi introduzido no Japão durante o período Heian  (794 – 1192), principalmente para a exibição de budistas imagens para veneração religiosa, ou como um veículo para mostrar a caligrafia ou a poesia . A partir do período Muromachi  (1603 – 1868), paisagens , flores e pinturas de pássaros, retrato , e a poesia tornou-se a temas favoritos.

Desde o final do século 20, pendurando pergaminhos de anime e mangá, bem como personagens de filmes de kung fu estrelas são populares na América do Norte .
Se a largura é menor do que a altura, ele é chamado um trabalho vertical (tatemono), se a largura é maior que a altura, ele é chamado de horizontal trabalho (yokomono).



BONSAI e o TOKONOMA
Existem três diagramações básicas dos elementos do tokonoma quando o bonsaista quer expor a sua árvore. A maior diferença está na triangulação usando o kakemono e o kusamono.

SHIN:
1- O kakemono é centralizado no tokonoma e sua base deve estar  mínimo à 40 cm da linha do chão do tokonoma.
2- O kakemono deve ter um tamanho proporcional ao tamanho do tokonoma.
3- No Japão são usadas as coníferas, mas outras árvores de folhas compactas podem ser utilizadas.
4- O bonsai deve ter um tamanho que possibilite uma boa triangulação assimétrica em relação ao kakemono e o kusanomo.
5- São usados kakemonos tradicionais com sutras , provérbios e pensamentos de grandes mestres.
6- Os estilos mais aconselhados são os clássicos, principalmente o Chokan.
7- A base de sustentação do bonsai deve ser de madeira de lei entalhada a mão.






GYO:
1- O kakemono pode estar deslocado à esquerda ou à direita para permitir a triângulação com os estilos não clássicos.
2- O kakemono deve ter um tamanho proporcional ao tamanho do tokonoma.
3- Podem seu usadas árvores de todas as espécies, evitando os bonsais de folhas muito grandes.
4- A base de sustentação do bonsai deve ser de madeira ou pedra, transmitindo elegância ao conjunto.
5-Podem ser usados, além dos tradicionais papiros com caligrafia japonesa, kakemonos com paisagens representando o local onde o bonsai estaria na natureza. Podem também serem utilizados Suiboku Ga ,pinturas monocromáticas japonesas).
OBS: Podem ser utilizados os estilos não clássicos, com exceção do literati ou bunjing.




SO:
1- O kakemono pode ser triangulado mais livremente em relação aos outros elementos do tokonoma.
2- O kakemono deve ter um tamanho proporcional ao tamanho do tokonoma.
3- Podem seu usadas árvores de todas as espécies.
4- A base de sustentação do bonsai deve ser de madeira ou pedra, transmitindo elegância ao conjunto.
5- Podem seu usados todos os tipos de representação artística no kakemono.
6- Podem ser usados todos os estilos de bonsai e suiseki.



Como disse anteriormente, podem haver variações na composição dos tokonomas, seja pela época, região ou costumo, assim, apresento dois bons links com outras sugestões e interpretações sobre a métrica para montar um tokonoma:



Por hoje é só. Espero um dia trazer notícias sobre o meu Tokonoma !! Abs

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Encerramento do Projeto nº 20 - Shimpaku

Caros amigos e curiosos, boa noite.

É com muito pesar que anuncio o encerramento do meu vigésimo projeto. Na postagem Projeto nº 20 - Juniperus Shimpaku vocês podem conferir o passo a passo de um trabalhos mais ousados que tentei, primeiro por ser uma espécie que desconhecia sua adaptação aqui em Juiz de Fora, segundo por tentar uma forma de aramação com proteção através de borracha e terceiro pelo trabalho de jin em dois galhos baixos.

Ainda não tenho certeza se o que matou a planta foi:

- Excesso de água, ou
- Excesso de sol, ou
- Muitas intervenções simultâneas, ou
- Redução muito brusca da massa verde, ou
- Tudo isso junto.

Pela saúde do meu outro shimpaku, dá pra tentar eliminar algumas hipóteses e a princípio acredito que as intervenções e a redução das agulhas foram as responsáveis, mas somente o tempo e os próximos trabalhos esclarecerão.

Fica o registro de como estava ao fim do trabalho e como ficou após secar completamente:


Em novembro após as intervenções


Já todo seco: De repente !!!!