sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Projeto nº 19 - Bouga Salmão

Prezados Amigos,


Trago ao conhecimento de todos outro projeto inédito, uma Bougainvillea com flores da cor salmão. As bougas são muito utilizadas para o Bonsai, por serem naturais da America do Sul, terem uma resposta muito boa para as intervenções e possuir espécies com diversas colorações de flores muito bonitas.


Nomes populares: Primavera, Três Marias, Bougainvillea.

Origem: América do Sul (Brasil).

Características: Na natureza, é uma planta trepadeira, com brotos que chegam aos 4 metros de altura. Possui folhas verde-brilhantes, delicadas e com pequenos pelos. As flores surgem na primavera e verão, que por si só são insignificantes, protegidas por três brácteas – folhas modificadas – de cores branca, rosadas, violetas ou vermelhas. Tem um crescimento inicial rápido, diminuindo quando cultivada em vasos. É uma planta fácil de conduzir como bonsai, pois seus galhos jovens permitem a modelagem e a planta adquire robustez com o tempo.

Aramação: Arame os galhos mais lenhosos deixando aramado de três a cinco meses.

Ambiente: Necessita de muita luz e suporta a incidência direta da luz solar. Ama o calor. Nas regiões quentes pode passar o Verão no jardim. No Inverno, deve ser mantida protegida contra geadas e fortes chuvas. Costuma perder suas folhas em temperaturas muito baixas.

Rega: Molhe com freqüência, porém não em abundância, pois o excesso de umidade provoca a perda das folhas. No verão regue todos os dias. Antes da floração, diminua a rega para favorecer o desenvolvimento dos brotos florais. Depois, volte a regar normalmente.

Adubação: Da Primavera até o Verão, adube normalmente com matéria orgânica (torta de mamona+farinha de osso), principalmente quando a planta estiver florescendo. Coloque pequenas porções da mistura orgânica nas bordas do vaso. Nunca adube durante o Inverno ou quando a planta estiver debilitada. Inicie a adubação quando os brotos florais surgirem. No Outono pode-se utilizar um fertilizante de lenta decomposição, tipo osmocote.

Poda: Após o término da floração faça uma poda vigorosa eliminando os galhos velhos ou mal formados. Espere aparecer seis a oito folhas e comece a pinçar regularmente as brotações novas deixando duas ou três folhas. Este processo deverá ser feito até a metade da Primavera.

Transplante: Deve-se transplantar a cada dois ou três anos, eliminando a metade das raízes e procurando também eliminar cuidadosamente raízes mortas, lesionadas ou mal formadas. O transplante se realizará antes da brotação, cuidando para que, no período após o transplante e antes dos brotos novos surgirem, o solo não se mantenha sempre encharcado, pois este fator poderia acarretar o apodrecimento das raízes.

Dica: Escolha um vaso profundo com um orifício de drenagem grande. Preencha o fundo do vaso com uma camada de cascalho e carvão de bambu, acrescentando um pouco de areia lavada grossa (de rio, sem peneirar).

Imagens de exemplares na natureza:







A seguir apresento minha muda antes das intervenções:



Detalhe da única flor que restou, e desbotada

Vista aérea
Há muito tempo não tinha tanta dificuldades para projetar um trabalho em minhas mudas, contudo, me convenci de que o tradicional Moyogi era possível.


A seguir as fotos do trabalho finalizado com podas e aramação:






quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Projeto nº 20 - Juniperus Shimpaku

Amigos e curiosos,


Apresento um novo projeto desenvolvido hoje, trata-se de uma conífera belíssima e muito utilizada para a arte do Bonsai, o Juniperus Shimpaku, obtido através de uma muda fornecida com o apoio do amigo Nilson Jr. de Dona Euzébia.

Arvore originária da china e de fácil adaptação nos mais variáveis climas do mundo. Esta conífera é largamente utilizada para bonsai devido a suas folhas pequenas e a coloração avermelhada de seu tronco. Em seu país de origem pode alcançar cerca de 25 m de altura. Suas folhas podem variar seu formato de acordo com a idade, para arvores mais jovens suas folhas são geralmente mais claras e largas e quando mais adultas as folhas já possuem um formato mais compacto e escamoso que podem ser podadas facilmente com as pontas dos dedos

Na primavera rega-se o Shimpaku quando a superfície da terra estiver seca. Normalmente em temperaturas altas ( acima de 23 oC ) é necessário regar todos os dias. No inverno o consumo de água é moderado, deve-se tomar cuidado umidade constante no tronco e raízes favorecendo o surgimento de fungos ( Pó Branco ), estes podem até ocasionar a morte do bonsai se não forem tratados. 

Os adubos mais indicados para o shimpaku é o orgânico de decomposição lenta. Este deverá ser aplicado desde a primavera até o outono. Os adubos mais indicados são os ricos em Nitrogênio. Como sugestão,  de N-P-K ( Nitrogênio – Fósforo – Potássio ) na ordem de 10-10-10 ou 10-05-10. Não esqueça que no mínimo uma vez por ano é necessário a Adubação com micro nutrientes ( Ca {Cálcio}, Mg {Magnésio}, S {Enxofre}, B {Boro}, Cl, Cu, Co, Fe....). 

A seguir a muda antes das intervenções:



Três grandes ramos e dificil visualização do nebari

Visão invertida

Visão Aérea
As primeiras intervenções que promovi foram há duas semanas atrás para limpar os galhos e agulhas bem como retirar um pouco de terra da parte de cima do recipiente para passar a ter uma visão melhor da estrutura da planta. De lá pra cá fiquei estudando quais trabalhos adotaria neste exemplar. 


Me surpreendeu a quantidade de condicionador de solo (8 litros) que estavam  na superficie do vaso que retirei

Possível frente após a limpeza


Visão invertida

Detalhe do Nebari que estava 4 dedos abaixo da terra

Depois de algumas pesquisas e consultas em fóruns, seguem registros dos trabalhos de hoje, a começar com a proteção do tronco que terá o movimento principal conduzido por arames:










Depois das primeiras marcações aéreas, iniciei o trabalho de jin e shari nos dois primeiros ramos e parte do tronco:




Inicio do jin do lado direito



A seguir finalizações dos trabalho: