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domingo, 7 de outubro de 2012

Transplantes da primavera - Parte IV

Caros amigo e curiosos,

Início da primavera e com muitas plantas para fazer transplantes não posso me dar ao luxo de ficar sem  trabalhar a cada semana, e como não foi possível atuar nas noites e madrugadas desta semana, aproveitei o sábado para mais dois trabalhos: a Tuia Nana e Romã.

Seguem alguns registros do transplante da Tuia Nana, projeto nº 32:




Pensei neste vaso pois além de ser um pouco maior que o atual, seu formato colabora com o estilo cascata 

Bom sistema radicular em composto praticamente 100% pedrisco. Tudo que se vê na foto são raízes.




Transplante finalizado em composto de 60% de areia, 20% de terra e 20% caqueira.


Seguem alguns registros do transplante da Romã, projeto nº 24:




Torrão após retirada do recipiente




Conjunto de raízes antes da poda

Conjunto de raízes após  curta poda


Detalhe do nebari após o transplante pronto


Detalhe do outro lado do nebari após o transplante pronto

Transplante finalizado com o composto 50% areia, 30% terra e 20% caqueira.
Mais informações sobre este projeto no post: http://bonsaijuizdefora.blogspot.com.br/2012/03/projeto-n-24-roma.html

Até a próxima !!

sábado, 18 de agosto de 2012

Atualizando projetos 16, 17 e 19 - Kaizuka, Tuia Cascata e Bouga Salmão

Amigos e curiosos, boa tarde.

Todo o tempo sem postagem neste blog vem se refletindo a minha falta de tempo para ficar cutucando minhas plantas em busca de algo para trabalhar, além da adubação; mas na verdade o período outono/inverno não deixa mesmo com que nos dedicamos a todas as atividades envolvidas no cultivo do Bonsai.

Ainda estou bem atrasado com a preparação dos substratos para os próximos transplantes, bem como para minha primeira tentativa na feitura de vaso de cimento, mas trago a retirada dos arames de três plantas muito queridas, cada uma com sua particularidade.

Apresento primeiro a Kaizuka que ficou aramada por 11 meses. Trabalho realizado na primeira oficina do nosso Clube daqui de Juiz de Fora.

Como estava aramada:


 

Após a retirada dos arames fiquei muito satisfeito por ela manter quase intacta as formas propostas. O amigo Douglas vai gostar de saber pois deu bastante trabalho fazer as aramações e trações (Valeu Doug):

 

Naquela oficina, houve um acidente nesta planta e a quebra do tronco num dos movimentos finais de torção. Montamos um curativo com uma boa pasta cicatrizante. Deixei esse curativo até hoje e abaixo posto as fotos da perfeita cicatrização. Quase não é possível perceber, confiram !





Esse é o link para conhecer este e outros trabalhos realizados na nossa oficina: http://bonsaijuizdefora.blogspot.com.br/2011/10/1-oficina-bonsai-clube-de-juiz-de-fora.html

A seguir, apresento as fotos da Tuia Jacaré que também ficou quase um ano aramada.O trabalho inicial pode ser conferido no link (http://bonsaijuizdefora.blogspot.com.br/2011/10/projeto-n-17-tuia-jacare-kengai.html) aqui em casa mesmo e estava muito bem até passar por uma praga de aranhiço que matou uma outra Tuia Jacaré que tinha.

Felizmente as aplicações de enxofre parece que salvaram esse exemplar. Em algumas fotos é possível ver as novas brotações no meio das ressacadas e quase mortas agulhas:


 Fotos antes da retirada:



A seguir algumas fotos depois da retirada. O tronco retornou um pouco, mas nada que impeça manter fazer o movimento com mais facilidade depois:

 





Vejam os detalhes das brotações como mencionei anteriormente. Detalhes sobre a praga que a atacou (http://bonsaijuizdefora.blogspot.com.br/2012/06/encerramento-do-projeto-n-18-tuia.html):






Por fim, trago o resultado da retirada dos arames da Bouga Salmão, que por sua vez, permaneceu menos tempo aramado, mas o suficiente para começar a marcar os galhos.



Abaixo com os arames já retirados, bem como o curativo no meio do tronco devido a retirada de um galho muito grande e mal posicionado que estava comprometendo a forma da planta. 



Essa ferida cicatrizada precisará de um trabalho de polimento mais a frente para aparentar mais naturalidade.

Abaixo alguns brotinhos já aparecendo:




Conheça o trabalho realizado nesta planta pelo link: http://bonsaijuizdefora.blogspot.com.br/2011/11/projeto-n-19-bouga-salmao.html

Até as próximas e que venha Setembro !!!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Encerramento do Projeto nº 18 - Tuia Jacaré Dragão

Amigos,

É com pesar que anuncio o encerramento de mais um projeto, a Tuia Jacaré no estilo Dragão. Meu pesar é grande, uma vez que tal projeto exigiu muita pesquisa em busca de fundamentação para a proposta do estilo, contudo, aprendizado é isso mesmo, feito de muitas perdas.

Pelo que consegui apurar foi o Aranhiço Vermelho que, em pouquíssimos dias, acabou com esta planta. O interessante é que outra Tuia minha é que foi "infectada" primeiro, mas a que realmente não aguentou foi este exemplar. Fica o alerta aos amigos bonsaístas que, apesar das aplicações de Enxofre como recomendado, o combate não foi suficiente, talvez pela demora na identificação da praga e consequente forma de combate.

Olha o bicho aí com um link para informações:


A seguir as fotos de como a planta ficou:






Neste link um registro bem completo do trabalho desenvolvido nesta planta e informações sobre o estilo: http://bonsaijuizdefora.blogspot.com.br/2011/10/projeto-n-18-tuia-jacare-dragao.html.


Abs

sábado, 12 de maio de 2012

Atualizando o Projeto nº 15 - Tuia

Caros,

Essa é a primeira atualização da minha Tuia que trabalhei na primeira oficina do nosso Bonsai Clube de Juiz de Fora, e foi apresentada pela primeira vez na postagem do Projeto nº 15 - Tuia Nana. Venho tendo muita dificuldades para escolher um estilo e começar a trabalhar a planta, mas percebendo o quão demorado é seu crescimento, decidi promover alguns tracionamentos logo para não perder tempo.

Devido a composição do tronco da mesma que se divide em quadro grandes ramos muito similares e posicionados de forma praticamente iguais, não vi, a principio, outra forma se não tentar um estilo Vassoura.

Seguem as fotos:

MAIO 2012

MAIO 2012

MAIO 2012

OUTUBRO 2011 - APÓS OFICINA
SETEMBRO 2011


domingo, 29 de abril de 2012

ADUBAÇÃO


Prezados,

Hoje segui meu calendário de cuidados para Bonsai e promovi a segunda rodada de adubação do Outono em meu viveiro, a primeira em algumas espécies: Cipreste, Tuia Nana, Tuia Jacaré, Shimpaku, Romã, Ligustro, Ficus, Serissa e Cerejeira.

Minhas plantas trabalhadas hoje


Utilizei apenas Torta de Mamona, um adubo orgânico de fácil aplicação e ideal para iniciantes.

O tema adubação é muito delicado e por isso trago um compilado de informações que pude levantar nos últimos meses em meus estudos.

Na natureza, as árvores são capazes de conseguir alimento diretamente do chão, contudo, no Bonsai as plantas em uma bandeja, a situação muda. Por estar em um recipiente pequeno, com pouca terra, o bonsai pode rapidamente consumir todos os nutrientes presentes naquele solo, e é por isso que adubamos, para repor esses nutrientes e continuar provendo alimento para a árvore.

A adubação que os cultivadores promovem trata da reposição dos nutrientes retirados do solo pelas plantas e pelas chuvas e colaboram com a geração de energia através da Fotossíntese.

Fotossíntese é um processo químico realizado pelas plantas, para transformar matéria mineral em matéria orgânica, que é a base de sua alimentação. No processo da fotossíntese as plantas transformam aqueles minerais nutrientes disponíveis no solo em um tipo de açúcar que utilizam para se alimentar. Abordamos a fotossíntese e a fisiologia vegetal no post ("Fisiologia Vegetal")

E quando falamos de árvores em vasos, equilíbrio no cultivo não é fácil de conseguir. Demanda muita humildade, observação, estudo e disciplina.  Abrange a rega adequada, quantidade ideal de exposição ao sol e nutrientes disponibilizados. E tudo isso na mesma importância de relevância ao resultado final.

A adubação é um dos principais procedimentos no cultivo do bonsai. Pode ser considerada uma verdadeira ferramenta de trabalho, pois além de garantir a saúde da árvore, nos permite alcançar com maior eficiência nossos objetivos, desde que usada adequadamente.

As árvores têm diferentes necessidades de nutrientes para cada estação, estágio de desenvolvimento e espécie. Partindo desse princípio, e com o uso do bom senso, precisamos adequar as diferentes formas de adubação (química ou orgânica) a estas diferentes necessidades.

E como saber se preciso adubar o meu bonsai?

Se temos uma muda nova cujo objetivo é que ela engrosse o tronco, temos que  lhe proporcionar uma adubação rica principalmente em nitrogênio e enxofre, para que se desenvolva o mais rápido e acelerado possível. Já um bonsai formado, a adubação será com baixos índices de nitrogênio e rico em fósforo( P ) e potássio( K ), dessa forma ele terá um crescimento lento onde será priorizado o trabalho de refinamento de sua estrutura e, no caso das frutíferas e floríferas, floração e frutificação.

Outro manejo que propicia bons resultados e que ilustra bem o uso específico pra cada estação é o uso de adubos ricos em Fósforo ( P ) e Potássio ( K ) durante o outono e inverno, período em que a árvore está fazendo sua reserva e com índices mais altos de Nitrogênio ( N ) na Primavera e verão, período de maior intensidade vegetativa.

A tabela abaixo especifica a função dos principais nutrientes.

Macronutrientes
Nitrogênio (N)
Responsável pela síntese de proteínas é muito importante  no crescimento das plantas sendo um excelente estimulante. Ë atuante em todas fases de crescimento, desde a brotação até a floração e frutificação. O excesso desse nutriente diminui a resistência da planta.
Fósforo (P)
Age na floração, frutificação e formação de sementes e raízes,  é importantíssimo na produção de energia  e está presente em todas as fases de crescimento.
Potássio (K)
É indispensável à perfeita estruturação celular das plantas. Permite aumentar sua capacidade de resistência à falta de água e às pragas e doenças. Auxilia na formação das raízes, amadurecimento, sabor e cor dos frutos e ainda na absorção de água e demais nutrientes.
Cálcio (Ca)
Essencial para formação  e fortalecimento de todas as partes da planta, em especial as raízes e folhas uma vez que sua falta compromete a absorção de nitratos. É um importante aliado na prevenção de doenças.
Magnésio (Mg)
Está diretamente ligado ao metabolismo energético das plantas sendo parte integrante da molécula da clorofila. É responsável pela formação dos diversos pigmentos das flores e frutos.
Enxofre (S)
É importantíssimo na absorção do nitrogênio e ativador de diversas enzimas relacionadas com o metabolismo energético
Cloro (Cl)
Fundamental na fotossíntese está diretamente relacionado ao metabolismo da água e a transpiração das plantas.
Micronutrientes
Ferro (Fe)
Importante elemento no metabolismo energético. Atua na fixação do nitrogênio e desenvolvimento do tronco e raízes.
Boro (B)
Contribui para a maior força e resistência dos tecidos vegetais sendo  atuante  no desenvolvimento e brotação de gemas e folhas.
Zinco (Zn)
Ativa diversas enzimas relacionadas aos mecanismos de defesa vegetal sendo essencial para a biossíntese dos hormônios necessários ao desenvolvimento, floração e frutificação.
Manganês (Mn)
Participa do metabolismo energético respiratório e é muito importante para a formação da clorofila,
Cobre (Cu)
Atua na diretamente na prevenção de doenças, pois contribui para a formação de pigmentos e substâncias que defendem as plantas contra a ação de fungos e outros parasitas
Molibidênio (Mo)
Está diretamente ligado ao metabolismo do nitrogênio, e ao desenvolvimento global do vegetal, principalmente a floração e a frutificação. É o micronutriente menos abundante nos solos.
Cobalto (Co)
Importante ativador de enzimas ligadas a biossíntese dos lipídios (gorduras) está diretamente relacionado com o metabolismo energético e de defesa das plantas

TIPOS DE ADUBO



Existem basicamente dois: químico e orgânico.

O adubo químico é obtido da extração mineral ou derivado de petróleo. Devido a alta concentração é aproveitado pelas plantas de forma mais rápida, razão pela qual devemos aplicá-los com conhecimento para não causarmos danos às plantas.

Tem a grande vantagem de não produzir qualquer tipo de odor, ou seja, ideal para quem cultiva bonsai dentro de casa, mas possui uma grande desvantagem também, caso você erre na dose do adubo, colocando mais do que o necessário, você pode matar seu bonsai, por isso use sempre metade de quantidade indicada pelo fabricante, lembre-se que esses adubos químicos não são feitos especificamente para bonsai, então eles não levam em consideração o tamanho reduzido do vaso, a quantidade menor de substrato e nem a rápida absorção pelas raízes.

É uma adubação mais rápida e eficiente, principalmente os adubos foliares, pois são misturas de sais solúveis em água que uma vez aplicados são rapidamente assimilados pelas plantas.


Neste tipo de adubação, é importante observar primeiramente, a composição do adubo que desejamos utilizar, ou seja, a proporção dos nutrientes principais (N, P e K) de acordo com o objetivo de quem cultiva e/ou as necessidades da espécie cultivada.  No mercado é comum encontrarmos adubos com suas formulações em evidência, como por exemplo: 04 14 08 que corresponde a 04% de nitrogênio(N), 14% de fósforo(P), 08% de potássio(K). Essa formulação, conforme podemos constatar na tabela acima é ideal para induzir a floração e frutificação. Já um adubo com a formulação 10 10 10  é utilizado em plantas ornamentais ou em casos em que se deseja um crescimento equilibrado e não tanto floração ou frutificação. E ainda,  um adubo 15 00  00  já é o extremo do primeiro exemplo e seu uso é indicado quando se deseja um crescimento intenso e acelerado.

Outro aspecto muito importante nessa adubação é a estrutura física do adubo, se é líquido, sólido, granulado, se é aplicado diretamente na planta ou diluído em água, se é foliar (pode ser aplicado por pulverização diretamente nas folhas, procedimento que se for utilizado deverá ser feito preferencialmente ao anoitecer ou bem cedo pela manhã) , etc. Nesses casos é fundamental ficar atento aos rótulo do fabricante, e utilizar o produto de acordo com as especificações nele contidas e tomar muito cuidado com os excessos, principalmente no caso do Nitrogênio (N), que pode até causar a morte da planta.

O segredo está na regularidade, equilíbrio e variedade, quanto mais regular e variada a adubação melhor, pois um adubo supre as deficiências do outro.



EXEMPLOS DE ADUBOS INORGÂNICOS

N - P - K (Nitrogênio - Fósforo e Potássio)
Salitre do Chile - ( Rico em Nitrogênio, aproximadamente 16%)
Sulfato de amônia -( Rico em Nitrogênio)
Nitrocálcio - ( Rico em Nitrogênio)
Uréia -( Rico em Nitrogênio)
Superfosfatos - ( Rico em Fósforo)
Cloreto de potássio - (Rico em Potássio)
Sulfato de potássio - (Rico em Potássio)

Já o adubo orgânico, é oriundo de matéria vegetal ou animal e diferencia-se da química por ser de liberação mais lenta, tendo em contrapartida uma ação mais prolongada, além de favorecer a formação e estruturação da micro fauna (fungos e bactérias) normal do solo. Estes adubos são produzidos a partir de elementos naturais (mais exatamente, por meio da decomposição de matéria de origem animal, vegetal ou mineral). Torta de mamona, torta de algodão, farinha de osso, farinha de peixe, farinha de sangue, calcário, cinza de madeira são alguns exemplos.

Pode ser realizada no momento do preparo do substrato para o plantio, através da incorporação de matéria orgânica.  Outra, denominada adubação de cobertura, é realizada através da aplicação do adubo orgânico na superfície do solo no vaso ( é mais utilizada no cultivo do bonsai). Existem algumas formulações comerciais específicas para bonsai disponíveis no mercado, porém a maioria dos produtos é importada, como o Biogold e o Rapeseed, ambos fornecidos na forma de pellets.


Tem maior permanência no solo embora sejam absorvidos de forma mais lenta, isto porque ele demanda algum tempo para se tornarem absorvíveis, ou seja, tem que acontecer toda uma transformação para que o adubo orgânico se transforme nos elementos químicos que serão utilizados pelas plantas. Use preferentemente os orgânicos, deixando os inorgânicos para solos testados como muito fracos. 

Tal tipo permite que você erre um pouco na dosagem, mas possui um cheiro bem forte, na maioria dos casos, este cheiro é produzido durante a fase de fermentação da mistura, depois de alguns dias o odor some quase que por completo. Esse tipo de adubo é mais indicado para quem cultivar bonsai em locais abertos, já que o cheiro pode atrair moscas e incomodar as pessoas.

Já li algumas opiniões validando, para quem está começando, o adubo químico como melhor, seja ele líquido ou sólido, e apesar de já ter utilizado nos meus primeiros dois exemplares o Osmocote, não me sinto seguro de incentivar os químicos e atualmente trabalho apenas com orgânicos.



Para a adubação orgânica de cobertura, o intervalo ideal entre aplicações é de 30 dias. Para plantas em formação é utilizado uma maior quantidade de adubo, com o objetivo de promover um desenvolvimento mais acelerado, ao passo que para árvores formadas utilizaremos apenas o necessário para suprir suas necessidades de manutenção.

EXEMPLOS DE ADUBOS ORGÂNICOS

Torta de Mamona - (Cerca de 5% de Nitrogênio)
Humus - É  resultado da decomposição de restos vegetais e pequena parcela de restos animais.
Humos de Minhoca - Além de um excelente adubo é também um recondicionante das condições físicas e biológicas do solo.
Farinha de Sangue - Rica em Nitrogênio aproximadamente 10%.
Farinha de Osso - Rica em Fósforo. É indicado para plantas floríferas visto que o Fósforo é um estimulante para a floração e frutificação. Para calcular comece pensando que por m2 (metro quadrado) podemos usar de 100 a 300grs.
Farinha de Peixe - Rica em Fósforo 9% e, em Nitrogênio 5%. Valores aproximados.
Cinza de Madeira - É rica em Potássio - Cálcio e Magnésio. É quase imperceptível a presença de Nitrogênio e Fósforo
Estercos - São ricos em macronutrientes (NPK) além de incorporarem matéria orgânica. Nunca devem ser usados ainda frescos, é necessário curtir o esterco deixando secar ao sol por mais ou menos 30 dias. Molhe algumas vezes até que esteja totalmente fermentado.


COMO USAR O ADUBO?

Primeiro devemos molhar as plantas depois adubamos. Principalmente nos fertilizantes químicos pois os mesmos poderiam queimar as plantas.

Uma regra que funciona, com certeza, é a de se usar uma adubação a mais variada possível, intercalando adubos orgânicos e químicos. Como na nossa alimentação, quanto mais diversificada a adubação melhor. Existem muitos adubos à nossa volta que simplesmente nem os notamos. É o caso da borra de café, por exemplo, que trata-se de um excelente estimulante vegetal e a jogamos no lixo. Basta usarmos a criatividade e observação que com certeza temos inúmeras opções de adubação bem regionais, baratas e fáceis à nossa volta.
Além disso, respostas à adubação podem influenciar aspectos diretamente ligados à aplicação de técnicas. Se for usado adubo demais, provoca-se um desenvolvimento acelerado, o que, no caso do bonsai, pode levá-lo a perder sua forma planejada.



Em geral, plantas com forma bem definida e em estágio avançado de desenvolvimento precisam de menos adubo e/ou um adubo com menor percentual de nitrogênio e com maiores percentuais de fósforo e potássio . Já uma planta jovem, ainda em formação, precisará de mais adubação e/ou uma  formulação de adubo com maior percentual de nitrogênio.

COMO ESCOLHO UMA FORMULAÇÃO DE ADUBO PARA AS PLANTAS?

Os adubos são compostos de diversos minerais e no seu rotulo vem especificado as quantidades ou porcentagens destes. Existem formulas tradicionais de adubos como por exemplo: N.P.K. 4.14.8. significa que este adubo contém 4% de (N) Nitrogênio, 14% de (P) Fósforo e 8% de (K) Potássio.

Na fórmula acima podemos observar que as quantidades de Fósforo (P) são maiores e isto significa que este adubo pode atuar nas deficiências de floração e frutificação. Então se você está tendo algum problema de floração ou frutificação, você deve usar uma formulação de adubo que seja “carregado” de Fósforo.

Ao passo que se você precisar de atuar no verde da planta, nas suas folhas, você deve usar uma formulação “carregada” de Nitrogênio (N) como por exemplo: N.P.K. 15.8.8. – Ou usar o salitre do Chile que contém apenas Nitrogênio, na faixa de 15%.
Com estas orientações, você não precisa mais cair nas armadilhas de vendedores, ou de rótulos que contém informações indevidas ou enganosas. Não é nenhuma surpresa encontrarmos adubos que prometem mais flores para sua planta e o mesmo vir “carregado” de Nitrogênio (N) em sua fórmula.

Neste caso, um adubo “carregado” de Nitrogênio (N) vai favorecer ou estimular a parte verde da planta, e muitas vezes prejudicando a floração ou frutificação. Se você está tendo problemas de floração ou frutificação, você deve usar um adubo que seja “carregado” em Fósforo (P).

Adubos “carregados” em Nitrogênio (N) ou seja, o percentual do mesmo é maior do que os outros nutrientes, atuam na parte verde da planta e os adubos “carregados” em Fósforo (P) atuam na floração e frutificação.

Saiba também que quando você usa um adubo “carregado” de Nitrogênio, você desfavorece a floração e a frutificação. Você deve usar as fórmulas de acordo com as suas necessidades.
Se sua planta está “funcionando” normalmente, você deve usar uma formula de adubo básica, equilibrada em todos seus componentes ou nutrientes, exemplo: N.P.K. 10.10.10. ou N.P.K. 20.20.20. ou N.P.K. 09.08.08 ou 06.08.06 etc. Note que os percentuais de nutrientes são semelhantes em suas quantidades.

E quando eu NÃO devo adubar o meu bonsai?

A – No período que compreende os mês de maio à 15 de julho. Neste caso o período de descanso das plantas está sendo respeitado.
B – Pouco antes e depois da floração. Se incrementar o crescimento vegetativo a partir de adubações, a planta perderá os botões florais. Uma vez que se tenha aparecido os frutos, pode começar de novo com o processo de adubação
C – Logo após transplantar e cortar raízes, é necessário que o sistema radicular se regenere. Espere para adubar após 4 semanas.

Nunca adube uma planta recentemente transplantada! Quando realizar o transplante, faça aplicação apenas de um hormônio enraizador (ou vitamina B1), a planta precisa se adaptar ao seu novo local antes de começar a receber adubo.

Nunca adube uma planta doente. Adubo é alimento, não é remédio. Para “curar” sua planta, você primeiro precisa identificar o problema, saber se é excesso ou falta de água, de sol etc. Só volte a adubar quando ela já estiver estabilizada. Como você vai saber se ela está estabilizada? Simples, quando ela estiver brotando bastante.

Bom, acho que consegui explicar um pouco mais sobre esse tema que é muito discutido nos fóruns entre bonsaístas experientes. Espero que tenha conseguido esclarecer algumas dúvidas, caso tenham alguma pergunta, a caixa de comentários está sempre aberta.