Hoje atualizo alguns pequenos trabalhos deste final de semana. Além de promover a primeira leva de adubação daquelas plantas que transplantei em Setembro último, e diga de passagem, com um belíssimo adubo que eu nunca tinha utilizado, mas é muito recomendado, o esterco de galinha, também fiz uma poda e tentei reforçar algumas linhas na minha romã, bem como replantei algumas mudinhas de sementes que precisavam demais espaço para se desenvolver. Abaixo os registros:
Aqui já pronta com poda e aramação. As setas indicam a intenção dos movimentos na aramação. Meus arames acabaram e nas próximas semanas vou trabalhar mais o tronco da esquerda e as ramificações mais altas.
Detalhe do miolo desta romã.
Abaixo as quatro mudinhas que replantei para crescerem melhor. Da direita para a esquerda, uma "Arvore da Felicidade" de estaca da casa da minha mãe, dois pitecos de semente e uma caliandra também de semente.
Depois de ter perdido meu primeiro shimpaku após v´rias intervenções simultâneas fora de época, tive muito cuidado para começar a trabalhar meu outro exemplar desta espécie. Neste post (http://bonsaijuizdefora.blogspot.com.br/2011/12/projeto-n-21-shimpaku-2.html) demonstro uma primeira intervenção no verão passado e por prudencia não botei mais a mão na planta.
Como ela parece ter respondido bem, ainda que bem lenta, como é natural da espécie, aproveitei essa primavera para dar continuidade à estilização do exemplar.
Abaixo fotos:
Abaixo fotos após realizar uma pinçagem para reduzir a massa verde
Após a primeira intervenção no galho à esquerda para inicio da criação da copa superior. Deixei uma "ponteira" para avaliar no futuro a criação de um Jin.
Acima fotos após aramar a primeira copa e após trabalhar o outro galho mais a direita com uma poda de limpeza bem como aramação para no futuro obter uma segunda copa num nível mais abaixo.
Resultado final do trabalho deste final de semana, indicando em vermelho o que preciso decidir até o ano que vem. Fazer ou não um Jin na ponteira a esquerda e ao fundo um raminho que ainda não sei se mantenho ou não, mas isso é assunto para o próximo ano.
Outra intervenção que promovi, e as fotos não ajudam muito pois não registrei o antes, foi um refinamento nas cicatrizes e calos de podas antigas já realizadas na criança.
Seguem registros:
Após a retirada de mais um pouco do final do tronco para aproveitamento de um raminho para o novo ápice conforme fotos acima, abaixo alguns detalhes dos refinamentos nos calos e cicatrizes antigas. Tomara que minimizem com a nova cicatrização.
Abaixo foto aérea da extração do topo do ramo e o trabalho finalizado com a limpeza de vários ramos e o novo ápice a ser trabalhado. Vamos ver no que vai dar ....
Prezados, Este exemplar foi a primeira planta que adquiri com uma cara mais próxima de um bonsai, inclusive vindo até com um vaso de barro interessante, e talvez por isso, não tenha até então, castigado a bicha como fiz com alguns outros exemplares, mas esse tempo passou. Motivado por dar mais equidade em toda a planta, que possuía galhos muito grossos na parte de cima e um galho invertido à direita, e depois do sucesso obtido com meu ligustro após a poda radical que promovi (confira no link http://bonsaijuizdefora.blogspot.com.br/2012/02/atualizacao-projeto-8-ligustrum.html), resolvi fazer o mesmo com meu Ulmus. Confiram abaixo antes da poda:
E após a poda de aproximadamente 1/3 do tronco:
Acho que com a poda promovida conseguirei dar a equidade em toda a árvore que pretendo com as novas brotações que surgirão na próxima primavera. Agora, ficará à meia sombra se recuperando. Se quiserem conhecerem mais sobre este exemplar confira no link o último post dela: http://bonsaijuizdefora.blogspot.com.br/2011/10/atualizacao-do-projeto-n-05-ulmus-poda.html. Abraço e até Setembro !!
Atualizo pra vcs hoje o desenvolvimento da minha pitangueira após a intervenção radical em Janeiro. Maiores informações sobre este trabalho estão na postagem Projeto nº 25 - Pitangueira.
Em mais alguns meses trago novas intervenções provavelmente com aramações e mamadeira.
Hoje trago ao conhecimento um exemplar que sempre admirei na Arte Bonsai, a Romanzeira. Não só pelo fruto, mas com uma belíssima flor e boa adaptação ao nosso clima, tal espécie sempre conquista cuidadores em todo o país.
A seguir algumas imagens da planta como se encontra na natureza bem como sua ficha técnica:
A Romã cresce e floresce muito rápido.
Família: Punicaceae
Romã anã
Origem: Ásia Ocidental, Oriental e região do Mediterrâneo.
Características: Árvore de folhas semicaducas, de cor verde brilhante e delgadas. Em climas quentes, sem um inverno rigoroso, se mantém sempre verdes. Floresce no final da primavera princípio do verão, desenvolvendo flores laranjadas, que darão origem aos pequenos frutos da mesma cor e que carregam muitas sementes. É conhecida no Egito há 2.500 aC e também é mencionada várias vezes no velho testamento.
O seu fruto é a romã conhecido, com uma polpa suculenta vermelho comestível.
‘Nana’ a miniatura da variedade de romã possui uas folhas, flores e frutos semelhantes ao grande, mas tudo é muito menor.
O estilo que melhor se adapte a romã é o Mame, se for uma variedade anã (‘Nana’), ou Vertical informal.
Vasos: Melhores resultados são obtidos quando as raízes têm espaço para crescer, sem nada para impedir o crescimento livre. Na verdade, os especialistas recomendam cultivar um mínimo de 10 anos no jardim, para depois ser transplantada para um vaso como um bonsai.
-Em vasos azul ou creme tendem a aumentar a intensidade da florada.
Gosta de lugares quentes e necessita de muita luz. Em climas frios tem que ser protegidas das geadas, porém o frio moderado do inverno é importante para que possa efetuar sua parada estacional e perder algumas folhas.
Necessita de rega abundante nos períodos de crescimento. No inverno, quando caem suas folhas, a rega deve ser mais moderada.
Adubo: Durante o período de crescimento e frutificação, a cada duas semanas (primavera e outono). Nunca adube uma árvore doente ou recém transplantada.
- No momento em que as flores começam a ganhar peso deve-se começar a aumentar gradualmente a adubação para passar o meio do verão por que há muito que adubar para os frutos se desenvolverem corretamente. Se a temperatura estiver elevada, aduba-se a cada 6 semanas.
Transplante: A cada um ou dois anos. O transplante deve realizar-se ao final do inverno, antes de iniciar a brotação, procurando cortar 1/3 parte das raízes.
Poda: Para se conseguir uma boa ramificação, podamos os brotos novos quando têm de seis a sete pares de folhas, cortando logo acima do primeiro ou segundo par. Para conservar as flores não se deve cortar os brotos novos após o início de novembro. Somente depois da floração faz-se a poda dos brotos para conservar sua forma. Os galhos mais grossos podem perfeitamente ser podados no inverno.
Limpeza: Eliminar as folhas amarelas e algumas flores dos galhos muito carregados. Se a árvore der frutos é importante colhê-los antes que caiam por si mesmos, para não fatigar a árvore. Após a brotação da primavera é preciso fazer a limpeza dos pequenos ramos que não brotaram ou que tenham secado durante o inverno.
Aramação: Em qualquer momento, menos na época de floração.
Dicas: Não se deve deixar muitos frutos em um só galho, pois a tendência é este galho secar no ano seguinte. Para florescer abundantemente, a árvore necessita de exposição a pleno sol.
- No início de sua formação como um bonsai é mais importante para modelar corretamente desde o início, em vez de se preocupar com as flores e frutos, embora note que as flores emergentes das pontas dos rebentos novos e, portanto, podemos olhar sobre as almofadas e tentar deixar alguns para nos dar flores.
Multiplicação da Romãzeira:
- Por sementes:
- Coletar as sementes dentro do fruto maduro, lavadas e secas.
- A semeadura na primavera, após estratificação durante o inverno.
- Pode ser plantado no Outono para estratificar semeadas em baixas temperaturas.
- As sementes devem ser deixadas de molho por 24 horas e depois plantar na primavera, em uma mistura de turfa e areia e, em seguida, cobertos com o solo a uma temperatura (20-30 ° C).
- Colocar as sementes ao sol para germinar.
- O uso de sementes é efetiva apenas em regiões quentes.
- No caso de estacas:
- Se queremos manter as mesmas características da planta-mãe irá fazê-lo através do corte de galhos. O corte que você pode fazer:
- Estacas lenhosas (caules adultos) a partir do Outono e inverno.
- As estacas semi-lenhosas: no verão.
Neste blog há uma incrível reunião de belíssimos exemplares desta espécie. Deem uma olhada na categoria dos Bonsais e até onde a intervenção humana pode levar.
Quando comprei minha muda não conseguia enxergar estilo pré-definido e não tinha ideia do que fazer, senão, apenas estudar e estudar sobre a espécie e seus cuidados. Vejam:
Após limpar a terra da base do tronco, bem como alguns galhos baixos, percebi os três troncos que compõem sua base e decidi dar umas primeiras linhas ao estilo "Tosho - 3 troncos" com algumas podas.
A seguir as fotos do meu trabalho realizado, bem como de um exemplar fiel ao estilo ora proposto:
Vejam o exemplar e digam se não dá pra sonhar.
Detalhe da base tripla
Provável frente
Visão invertida
Após alguns dias, a planta respondeu com novas brotações. Só alegria !!!
Agora é aguardar com a boa e velha paciência que o Bonsai exige, para na próxima primavera promover novos ajustes.
Depois de um final de ano agitado e ausência aqui no blog, passei Janeiro contemplando a recuperação de algumas e o desenvolvimento de outras plantas. Ainda que respeitando seus times, não deixei de exercer alguns ajustes, aproveitando o verão (que dá pra mexer em algumas espécies) e para desenferrujar também.
Após 90 dias do radicalismo com a poda bem abaixo da antiga copa, promovi uma poda para marcar a silhueta que consegui extrair dos novos brotos do ligustrum.
Abaixo a sequencia do desenvolvimento do projeto desde o ano passado:
Quando adquiri do amigo Rodrigo
Primeiro transplante 5 meses depois
45 dias depois decidi por uma poda radical para diminui a altura e incentivar brotação mais baixa e deu certo.
Abaixo registros de como cresceram os brotos até dezembro:
As fotos abaixo são o resultado das últimas podas, porém, não ficaram muito boas, pois foram tiradas a noite, mas dá pra perceber a modelação da poda para um estilo levemente sinuoso:
A escolha foi de um estilo Moyoghi com altura relativa e agora, nos cabe aguardar o desenvolvimento, realizando se necessário novas podas de controle, até o transplante para um vaso de treinamento na próxima primavera.