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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Nova estratégia para desenvolvimento

Caros amigos e curiosos, boa tarde.

Após iniciar o cultivo de diversas espécies aqui em casa (sem muito espaço) de mudas jovens, tomei uma decisão de a partir de agora priorizar as coletas de yamadori (é o nome que se dá à colheita de árvores diretamente na natureza para transformação em bonsai).

Com esta técnica tenho condições de iniciar os trabalhos para a arte Bonsai em plantas mais maduras e que não tendem mais a crescer em vasos.

Em contrapartida, tive que decidir o que fazer com a grande quantidade de mudas jovens que estou cultivando aqui em casa. Pude contar na última semana com a camaradagem do amigo Douglas Leite, conterrâneo e dono do blog Te Yang Bonsai, para traçar uma nova abordagem para o crescimento dessas mudas jovens transportando-as para o chão, em seu sítio aqui perto de Juiz de Fora.

Foram 18 mudas ao total que passamos para o crescimento livre no chão, sendo que 12 eram das minhas. A expectativa é que permaneçam por lá entre 01 e 02 anos para uma nova avaliação se continuam ou não no chão.

Abaixo algumas, das poucas fotos que registrei, uma vez que o trabalho e horário que iniciamos as escavações não propiciaram muito tempo para os registros:

Ao todo foram 12 mudas levadas para o chão: Acer Tridente, Pau Brasil, Manacá, Pitanga, Pitecos, Caliandra, Ipês roxos, murta e laranjeira.



Pitanga
Pau Brasil

Pitecos


Outro Pau Brasil e uma Manacá


Caliandra tipo esponjinha
Acer Tridente

Ipês
Laranja kinzu


Murta
Todas as plantas e destaque para sacas de telhas que doei ao amigo.

 Abaixo alguns registros já no local do plantio:

Canteiros de horta orgânica



Atrás da horta está o cantinho das mudas para Bonsai. Diversas já plantadas pelo dono.


Registro de alguns das 18 covas para o plantio.


As plantas estavam ricas em raízes secundárias nos vasos com os substratos preparados no transplante do inverno do ano passado. Tendem a facilitar a adaptação ao novo solo.

Agradeço toda a disponibilidade e o apoio do amigo Douglas para proporcionar a estas minhas plantas um ambiente adequado para aceleramos seus crescimentos.

Abaixo ainda o registro de algumas aves visitantes durante o dia.







domingo, 29 de abril de 2012

ADUBAÇÃO


Prezados,

Hoje segui meu calendário de cuidados para Bonsai e promovi a segunda rodada de adubação do Outono em meu viveiro, a primeira em algumas espécies: Cipreste, Tuia Nana, Tuia Jacaré, Shimpaku, Romã, Ligustro, Ficus, Serissa e Cerejeira.

Minhas plantas trabalhadas hoje


Utilizei apenas Torta de Mamona, um adubo orgânico de fácil aplicação e ideal para iniciantes.

O tema adubação é muito delicado e por isso trago um compilado de informações que pude levantar nos últimos meses em meus estudos.

Na natureza, as árvores são capazes de conseguir alimento diretamente do chão, contudo, no Bonsai as plantas em uma bandeja, a situação muda. Por estar em um recipiente pequeno, com pouca terra, o bonsai pode rapidamente consumir todos os nutrientes presentes naquele solo, e é por isso que adubamos, para repor esses nutrientes e continuar provendo alimento para a árvore.

A adubação que os cultivadores promovem trata da reposição dos nutrientes retirados do solo pelas plantas e pelas chuvas e colaboram com a geração de energia através da Fotossíntese.

Fotossíntese é um processo químico realizado pelas plantas, para transformar matéria mineral em matéria orgânica, que é a base de sua alimentação. No processo da fotossíntese as plantas transformam aqueles minerais nutrientes disponíveis no solo em um tipo de açúcar que utilizam para se alimentar. Abordamos a fotossíntese e a fisiologia vegetal no post ("Fisiologia Vegetal")

E quando falamos de árvores em vasos, equilíbrio no cultivo não é fácil de conseguir. Demanda muita humildade, observação, estudo e disciplina.  Abrange a rega adequada, quantidade ideal de exposição ao sol e nutrientes disponibilizados. E tudo isso na mesma importância de relevância ao resultado final.

A adubação é um dos principais procedimentos no cultivo do bonsai. Pode ser considerada uma verdadeira ferramenta de trabalho, pois além de garantir a saúde da árvore, nos permite alcançar com maior eficiência nossos objetivos, desde que usada adequadamente.

As árvores têm diferentes necessidades de nutrientes para cada estação, estágio de desenvolvimento e espécie. Partindo desse princípio, e com o uso do bom senso, precisamos adequar as diferentes formas de adubação (química ou orgânica) a estas diferentes necessidades.

E como saber se preciso adubar o meu bonsai?

Se temos uma muda nova cujo objetivo é que ela engrosse o tronco, temos que  lhe proporcionar uma adubação rica principalmente em nitrogênio e enxofre, para que se desenvolva o mais rápido e acelerado possível. Já um bonsai formado, a adubação será com baixos índices de nitrogênio e rico em fósforo( P ) e potássio( K ), dessa forma ele terá um crescimento lento onde será priorizado o trabalho de refinamento de sua estrutura e, no caso das frutíferas e floríferas, floração e frutificação.

Outro manejo que propicia bons resultados e que ilustra bem o uso específico pra cada estação é o uso de adubos ricos em Fósforo ( P ) e Potássio ( K ) durante o outono e inverno, período em que a árvore está fazendo sua reserva e com índices mais altos de Nitrogênio ( N ) na Primavera e verão, período de maior intensidade vegetativa.

A tabela abaixo especifica a função dos principais nutrientes.

Macronutrientes
Nitrogênio (N)
Responsável pela síntese de proteínas é muito importante  no crescimento das plantas sendo um excelente estimulante. Ë atuante em todas fases de crescimento, desde a brotação até a floração e frutificação. O excesso desse nutriente diminui a resistência da planta.
Fósforo (P)
Age na floração, frutificação e formação de sementes e raízes,  é importantíssimo na produção de energia  e está presente em todas as fases de crescimento.
Potássio (K)
É indispensável à perfeita estruturação celular das plantas. Permite aumentar sua capacidade de resistência à falta de água e às pragas e doenças. Auxilia na formação das raízes, amadurecimento, sabor e cor dos frutos e ainda na absorção de água e demais nutrientes.
Cálcio (Ca)
Essencial para formação  e fortalecimento de todas as partes da planta, em especial as raízes e folhas uma vez que sua falta compromete a absorção de nitratos. É um importante aliado na prevenção de doenças.
Magnésio (Mg)
Está diretamente ligado ao metabolismo energético das plantas sendo parte integrante da molécula da clorofila. É responsável pela formação dos diversos pigmentos das flores e frutos.
Enxofre (S)
É importantíssimo na absorção do nitrogênio e ativador de diversas enzimas relacionadas com o metabolismo energético
Cloro (Cl)
Fundamental na fotossíntese está diretamente relacionado ao metabolismo da água e a transpiração das plantas.
Micronutrientes
Ferro (Fe)
Importante elemento no metabolismo energético. Atua na fixação do nitrogênio e desenvolvimento do tronco e raízes.
Boro (B)
Contribui para a maior força e resistência dos tecidos vegetais sendo  atuante  no desenvolvimento e brotação de gemas e folhas.
Zinco (Zn)
Ativa diversas enzimas relacionadas aos mecanismos de defesa vegetal sendo essencial para a biossíntese dos hormônios necessários ao desenvolvimento, floração e frutificação.
Manganês (Mn)
Participa do metabolismo energético respiratório e é muito importante para a formação da clorofila,
Cobre (Cu)
Atua na diretamente na prevenção de doenças, pois contribui para a formação de pigmentos e substâncias que defendem as plantas contra a ação de fungos e outros parasitas
Molibidênio (Mo)
Está diretamente ligado ao metabolismo do nitrogênio, e ao desenvolvimento global do vegetal, principalmente a floração e a frutificação. É o micronutriente menos abundante nos solos.
Cobalto (Co)
Importante ativador de enzimas ligadas a biossíntese dos lipídios (gorduras) está diretamente relacionado com o metabolismo energético e de defesa das plantas

TIPOS DE ADUBO



Existem basicamente dois: químico e orgânico.

O adubo químico é obtido da extração mineral ou derivado de petróleo. Devido a alta concentração é aproveitado pelas plantas de forma mais rápida, razão pela qual devemos aplicá-los com conhecimento para não causarmos danos às plantas.

Tem a grande vantagem de não produzir qualquer tipo de odor, ou seja, ideal para quem cultiva bonsai dentro de casa, mas possui uma grande desvantagem também, caso você erre na dose do adubo, colocando mais do que o necessário, você pode matar seu bonsai, por isso use sempre metade de quantidade indicada pelo fabricante, lembre-se que esses adubos químicos não são feitos especificamente para bonsai, então eles não levam em consideração o tamanho reduzido do vaso, a quantidade menor de substrato e nem a rápida absorção pelas raízes.

É uma adubação mais rápida e eficiente, principalmente os adubos foliares, pois são misturas de sais solúveis em água que uma vez aplicados são rapidamente assimilados pelas plantas.


Neste tipo de adubação, é importante observar primeiramente, a composição do adubo que desejamos utilizar, ou seja, a proporção dos nutrientes principais (N, P e K) de acordo com o objetivo de quem cultiva e/ou as necessidades da espécie cultivada.  No mercado é comum encontrarmos adubos com suas formulações em evidência, como por exemplo: 04 14 08 que corresponde a 04% de nitrogênio(N), 14% de fósforo(P), 08% de potássio(K). Essa formulação, conforme podemos constatar na tabela acima é ideal para induzir a floração e frutificação. Já um adubo com a formulação 10 10 10  é utilizado em plantas ornamentais ou em casos em que se deseja um crescimento equilibrado e não tanto floração ou frutificação. E ainda,  um adubo 15 00  00  já é o extremo do primeiro exemplo e seu uso é indicado quando se deseja um crescimento intenso e acelerado.

Outro aspecto muito importante nessa adubação é a estrutura física do adubo, se é líquido, sólido, granulado, se é aplicado diretamente na planta ou diluído em água, se é foliar (pode ser aplicado por pulverização diretamente nas folhas, procedimento que se for utilizado deverá ser feito preferencialmente ao anoitecer ou bem cedo pela manhã) , etc. Nesses casos é fundamental ficar atento aos rótulo do fabricante, e utilizar o produto de acordo com as especificações nele contidas e tomar muito cuidado com os excessos, principalmente no caso do Nitrogênio (N), que pode até causar a morte da planta.

O segredo está na regularidade, equilíbrio e variedade, quanto mais regular e variada a adubação melhor, pois um adubo supre as deficiências do outro.



EXEMPLOS DE ADUBOS INORGÂNICOS

N - P - K (Nitrogênio - Fósforo e Potássio)
Salitre do Chile - ( Rico em Nitrogênio, aproximadamente 16%)
Sulfato de amônia -( Rico em Nitrogênio)
Nitrocálcio - ( Rico em Nitrogênio)
Uréia -( Rico em Nitrogênio)
Superfosfatos - ( Rico em Fósforo)
Cloreto de potássio - (Rico em Potássio)
Sulfato de potássio - (Rico em Potássio)

Já o adubo orgânico, é oriundo de matéria vegetal ou animal e diferencia-se da química por ser de liberação mais lenta, tendo em contrapartida uma ação mais prolongada, além de favorecer a formação e estruturação da micro fauna (fungos e bactérias) normal do solo. Estes adubos são produzidos a partir de elementos naturais (mais exatamente, por meio da decomposição de matéria de origem animal, vegetal ou mineral). Torta de mamona, torta de algodão, farinha de osso, farinha de peixe, farinha de sangue, calcário, cinza de madeira são alguns exemplos.

Pode ser realizada no momento do preparo do substrato para o plantio, através da incorporação de matéria orgânica.  Outra, denominada adubação de cobertura, é realizada através da aplicação do adubo orgânico na superfície do solo no vaso ( é mais utilizada no cultivo do bonsai). Existem algumas formulações comerciais específicas para bonsai disponíveis no mercado, porém a maioria dos produtos é importada, como o Biogold e o Rapeseed, ambos fornecidos na forma de pellets.


Tem maior permanência no solo embora sejam absorvidos de forma mais lenta, isto porque ele demanda algum tempo para se tornarem absorvíveis, ou seja, tem que acontecer toda uma transformação para que o adubo orgânico se transforme nos elementos químicos que serão utilizados pelas plantas. Use preferentemente os orgânicos, deixando os inorgânicos para solos testados como muito fracos. 

Tal tipo permite que você erre um pouco na dosagem, mas possui um cheiro bem forte, na maioria dos casos, este cheiro é produzido durante a fase de fermentação da mistura, depois de alguns dias o odor some quase que por completo. Esse tipo de adubo é mais indicado para quem cultivar bonsai em locais abertos, já que o cheiro pode atrair moscas e incomodar as pessoas.

Já li algumas opiniões validando, para quem está começando, o adubo químico como melhor, seja ele líquido ou sólido, e apesar de já ter utilizado nos meus primeiros dois exemplares o Osmocote, não me sinto seguro de incentivar os químicos e atualmente trabalho apenas com orgânicos.



Para a adubação orgânica de cobertura, o intervalo ideal entre aplicações é de 30 dias. Para plantas em formação é utilizado uma maior quantidade de adubo, com o objetivo de promover um desenvolvimento mais acelerado, ao passo que para árvores formadas utilizaremos apenas o necessário para suprir suas necessidades de manutenção.

EXEMPLOS DE ADUBOS ORGÂNICOS

Torta de Mamona - (Cerca de 5% de Nitrogênio)
Humus - É  resultado da decomposição de restos vegetais e pequena parcela de restos animais.
Humos de Minhoca - Além de um excelente adubo é também um recondicionante das condições físicas e biológicas do solo.
Farinha de Sangue - Rica em Nitrogênio aproximadamente 10%.
Farinha de Osso - Rica em Fósforo. É indicado para plantas floríferas visto que o Fósforo é um estimulante para a floração e frutificação. Para calcular comece pensando que por m2 (metro quadrado) podemos usar de 100 a 300grs.
Farinha de Peixe - Rica em Fósforo 9% e, em Nitrogênio 5%. Valores aproximados.
Cinza de Madeira - É rica em Potássio - Cálcio e Magnésio. É quase imperceptível a presença de Nitrogênio e Fósforo
Estercos - São ricos em macronutrientes (NPK) além de incorporarem matéria orgânica. Nunca devem ser usados ainda frescos, é necessário curtir o esterco deixando secar ao sol por mais ou menos 30 dias. Molhe algumas vezes até que esteja totalmente fermentado.


COMO USAR O ADUBO?

Primeiro devemos molhar as plantas depois adubamos. Principalmente nos fertilizantes químicos pois os mesmos poderiam queimar as plantas.

Uma regra que funciona, com certeza, é a de se usar uma adubação a mais variada possível, intercalando adubos orgânicos e químicos. Como na nossa alimentação, quanto mais diversificada a adubação melhor. Existem muitos adubos à nossa volta que simplesmente nem os notamos. É o caso da borra de café, por exemplo, que trata-se de um excelente estimulante vegetal e a jogamos no lixo. Basta usarmos a criatividade e observação que com certeza temos inúmeras opções de adubação bem regionais, baratas e fáceis à nossa volta.
Além disso, respostas à adubação podem influenciar aspectos diretamente ligados à aplicação de técnicas. Se for usado adubo demais, provoca-se um desenvolvimento acelerado, o que, no caso do bonsai, pode levá-lo a perder sua forma planejada.



Em geral, plantas com forma bem definida e em estágio avançado de desenvolvimento precisam de menos adubo e/ou um adubo com menor percentual de nitrogênio e com maiores percentuais de fósforo e potássio . Já uma planta jovem, ainda em formação, precisará de mais adubação e/ou uma  formulação de adubo com maior percentual de nitrogênio.

COMO ESCOLHO UMA FORMULAÇÃO DE ADUBO PARA AS PLANTAS?

Os adubos são compostos de diversos minerais e no seu rotulo vem especificado as quantidades ou porcentagens destes. Existem formulas tradicionais de adubos como por exemplo: N.P.K. 4.14.8. significa que este adubo contém 4% de (N) Nitrogênio, 14% de (P) Fósforo e 8% de (K) Potássio.

Na fórmula acima podemos observar que as quantidades de Fósforo (P) são maiores e isto significa que este adubo pode atuar nas deficiências de floração e frutificação. Então se você está tendo algum problema de floração ou frutificação, você deve usar uma formulação de adubo que seja “carregado” de Fósforo.

Ao passo que se você precisar de atuar no verde da planta, nas suas folhas, você deve usar uma formulação “carregada” de Nitrogênio (N) como por exemplo: N.P.K. 15.8.8. – Ou usar o salitre do Chile que contém apenas Nitrogênio, na faixa de 15%.
Com estas orientações, você não precisa mais cair nas armadilhas de vendedores, ou de rótulos que contém informações indevidas ou enganosas. Não é nenhuma surpresa encontrarmos adubos que prometem mais flores para sua planta e o mesmo vir “carregado” de Nitrogênio (N) em sua fórmula.

Neste caso, um adubo “carregado” de Nitrogênio (N) vai favorecer ou estimular a parte verde da planta, e muitas vezes prejudicando a floração ou frutificação. Se você está tendo problemas de floração ou frutificação, você deve usar um adubo que seja “carregado” em Fósforo (P).

Adubos “carregados” em Nitrogênio (N) ou seja, o percentual do mesmo é maior do que os outros nutrientes, atuam na parte verde da planta e os adubos “carregados” em Fósforo (P) atuam na floração e frutificação.

Saiba também que quando você usa um adubo “carregado” de Nitrogênio, você desfavorece a floração e a frutificação. Você deve usar as fórmulas de acordo com as suas necessidades.
Se sua planta está “funcionando” normalmente, você deve usar uma formula de adubo básica, equilibrada em todos seus componentes ou nutrientes, exemplo: N.P.K. 10.10.10. ou N.P.K. 20.20.20. ou N.P.K. 09.08.08 ou 06.08.06 etc. Note que os percentuais de nutrientes são semelhantes em suas quantidades.

E quando eu NÃO devo adubar o meu bonsai?

A – No período que compreende os mês de maio à 15 de julho. Neste caso o período de descanso das plantas está sendo respeitado.
B – Pouco antes e depois da floração. Se incrementar o crescimento vegetativo a partir de adubações, a planta perderá os botões florais. Uma vez que se tenha aparecido os frutos, pode começar de novo com o processo de adubação
C – Logo após transplantar e cortar raízes, é necessário que o sistema radicular se regenere. Espere para adubar após 4 semanas.

Nunca adube uma planta recentemente transplantada! Quando realizar o transplante, faça aplicação apenas de um hormônio enraizador (ou vitamina B1), a planta precisa se adaptar ao seu novo local antes de começar a receber adubo.

Nunca adube uma planta doente. Adubo é alimento, não é remédio. Para “curar” sua planta, você primeiro precisa identificar o problema, saber se é excesso ou falta de água, de sol etc. Só volte a adubar quando ela já estiver estabilizada. Como você vai saber se ela está estabilizada? Simples, quando ela estiver brotando bastante.

Bom, acho que consegui explicar um pouco mais sobre esse tema que é muito discutido nos fóruns entre bonsaístas experientes. Espero que tenha conseguido esclarecer algumas dúvidas, caso tenham alguma pergunta, a caixa de comentários está sempre aberta.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Reenvase de mudas jovens

Caros amigos e curiosos,


Neste fim de semana terminei o reenvase da maioria das minhas mudas jovens que obtive com o Nilson de Dona Euzébia e aqui no Horto de JF e apresentei em pos de Setembro: http://bonsaijuizdefora.blogspot.com/2011/09/novas-mudas-ipe-murta-pau-brasil-uvaia.html. Transferi meus Iês, Murtas, Paus-brasil, Uvais, Cipreste e Serissas para os escorredores e vão ficar na casa da minha até estourarem de raiz, pois por aqui em casa estou sem espaço disponível para tudo.


Confiram as crianças:

Visão geral das pequenas

13 Jovens esperando o tempo passar

Aqui, duas que ficaram de fora, um ficus e uma pitanga

sábado, 17 de setembro de 2011

Projeto nº 12 - Azaleia

Prezados amigos,

Apresento hoje o meu mais novo xodó: uma Azaléia. Em várias pesquisas encontrei exemplares lindíssimos dessa belíssima planta. Tenho essa muda há algumas semanas e precisava tomar alguma ação pois sua terra estava compactando e a primavera chegando. 

Aproveito e já mostro uma intervenção feita agora há pouco, juntamente com o reenvase para escorredor do eu ligustro e do acer, mas estes são assunto para outro post.

Abaixo algumas fotos dela e informações gerais sobre a espécie:

A Azaleia quando comprei no Horto Municipal

Bem saudável e com bastante floração.

Após muita pesquisa sobre a planta, uma coisa era certa, aproveitar a época e passa-la para o escorredor e mamadeira para engorda do tronco, contudo, também estudei que seria a melhor época para começar com intervenções estruturais.

Vou tentar adotar o estilo cascata que eu adoro e ainda não tinha nenhuma muda que pudesse me proporcionar essa satisfação, conforme modelo de estilo abaixo:



A seguir minha tentativa após intervenções desta noite. Desculpem as fotos, mas com as próximas atualizações prometo compensar.


A seguir a ficha técnica da espécie:

Nome Popular: Azaléia

Nome Científico: Rhododendron

Origem: Ásia

Ambiente: Durante a época de crescimento, as azaléias precisam de proteção (sombra) durante as horas mais quentes do dia (das 10:00 às 16:00). Suportam bem o vento, apenas sendo necessário regá-las com mais freqüência. Uma elevada umidade do ar é bastante conveniente. Pode ser um belo bonsai de interior, desde que não fique em locais muito escuros e fechados.

Características: É um arbusto denso, podendo chegar até 1,50m de altura, com folhagem perene e semi-perene, verde-escura. As flores são relativamente grandes e possuem diversas colorações. Cresce de forma lenta e regular. Devido a inumerável quantidade de variedades e espécies híbridas, torna-se difícil a correta denominação das distintas espécies. Para bonsai, devemos evitar variedades com flores muito grandes, as quais são mais sensíveis que as variedades com flores simples e pequenas que ficam mais proporcionais, mas isso não é uma regra, apenas um conselho.

Adubação: Adubo orgânico pouco concentrado na primavera e no outono. Não adube durante a floração. As azaléias gostam muito de adubos ricos em fósforo. Ex.: NPK 4-12-4. Um adubo riquíssimo em fósforo é a farinha de osso.

Rega: As raízes secam rápido, e isso é fatal para a planta. Regue com freqüência durante todo o ano, menos durante geadas e nunca deixe o solo encharcado.

Poda: Os brotos devem ser podados durante toda época de crescimento até o final do verão, quando começam a aparecer os botões florais. As azaléias têm uma impressionante capacidade de regeneração. Procure sempre fazer uma poda nos galhos muito densos, melhorando assim a aeração da planta, e também permitindo que o sol atinja as partes internas da mesma. A azaléia é uma das poucas plantas que tem o crescimento mais vigoroso nos galhos inferiores, devendo então podados mais freqüentemente.

Solo: As azaléias são plantas de solo ácido, exigentes em ferro. O solo deve conter bastante matéria orgânica (pó de xaxim, casca de pinheiro ralada, matéria orgânica curtida etc.) É bom lembrar que toda a matéria orgânica deve ser curtida por no mínimo 6 meses, pois os gases tóxicos que se formam nos 6 primeiros meses são prejudiciais à planta. Após curtida deve ser secada ao sol por alguns dias. Para compor o substrato, pode-se utilizar a seguinte combinação: 30% de terra boa + 40% de matéria orgânica + 30% de areia grossa ou pedrisco (para facilitar a drenagem).

Limpeza: Elimine o excesso de botões florais e depois da floração, remova as flores murchas, bem como todos os brotos do tronco. Mantenha sempre o solo limpo.

Transplante: A cada dois anos e, no caso de exemplares mais jovens, todos os anos (sempre depois da floração). Corte 1/3 das raízes. Depois do transplante, espere no mínimo 3 semanas para podar.

Aramação: Da primavera até o outono, sem restrições.

Dicas:

  • Os galhos da azaléa se rompem com facilidade, então, para endurecê-los antes da aramação, é aconselhável não regá-la um dia antes.
  • Evite molhar as flores para que permaneçam belas.
  • As azaléas não costumam ser cultivadas em vasos rasos.
  • Uma vez a cada 6 meses é bom enterrar um pedaço bem pequeno de palha de aço, em algum canto do vaso. Ao se decompor irá liberar o ferro, elemento primordial para a azaléia.
A seguir dica do Mestre Hidaka:

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Novas mudas - Ipê, Murta, Pau-Brasil, Uvaia e Cipreste

Amigos e curiosos, boa tarde.

Há algumas semanas, vendo o inicio da brotação das meninas de meu viveiro, não me conti e fiz uma rápida visita ao Horto Municipal de Juiz de Fora no meio da semana durante meu almoço, conforme recomendação do amigo Douglas Leite.

Não encontrei mudas mais desenvolvidas, para começar trabalhos práticos aproveitando a chegada da primavera, contudo, dentre diversas espécies jovens foi dificil me decidir, e pelo fato do responsável Nelson não possuir muitas frutíferas, assim como o baixo preço (na média R$ 2,00) adquiri várias mudinhas de Ipe Roxo, Murta, Uvaia, Pau Brasil, Cipreste e Azaleia, as quais apresento abaixo, excetuando a última que terá um post exclusivo:

Três Ciprestes bem jovens

Outras jovens: Da esquerda para direita: Murta, Uvaia e Ipê Roxo

Três jovens Ipês roxos

Detalhe do nebari de um Ipê

Detalhe do tronco de outro Ipê

Detalhes do tronco de outros dois Ipês
Da esqueda para a direita: dois Ipês juntos, dois pau brasil, outra Uvaia e outra Murta

Por outro angulo mais visivel: Murta, Uvaia, Pau brasil, Pau brasil e Ipês
Devo reenvasa-las em breve para escorredores e tentar acelerar o engrossamento dos tronquinhos, e tão logo os desenvolva, volto a apresenta-las já classificadas como projetos.

Abs

sábado, 3 de setembro de 2011

1º Encontro do Bonsai Clube de Juiz de Fora

Caros amigos e curiosos,

O que há alguns meses era uma prematura ideia por não conhecer ninguem em Juiz de Fora que trabalhasse ou curtisse a nobre arte do Bonsai, tornou-se realidade na ultima semana. Com o primeiro encontro do nosso grupo de amigos que se conheceram na internet e desde então compartilham dicas, informações, orientações e conquistas pelas redes sociais, dou por realizada a intenção do nosso amigo Rodrigo na criação do nosso Bonsai Clube de Juiz de Fora.

Foram boas horas de conversa com os novos amigos Douglas, Rafael, Felipe e Clayton sobre nossas preferencias, profissões e claro, muito sobre sementes, mudas, plantas, técnicas e muito, muito Bonsai. 

Nosso encontro foi numa pizzaria (alguém viu pizza ???) no Granbery onde iniciamos nosso banco de trocas com o intercambio de sementes, o Douglas levou diversas sementes de Ipê Amarelo e eu algumas de Pau-Ferro, Murta, Abil, Leucema e Piteco. Foi muito legal ver o brilho nos olhos da galera com tão pouco material para começarmos.

Obviamente com tanto potencial e interesse dos presentes, nosso papo não se limitou no que estamos estudando, aprendendo ou trabalhando, mas nos planos e objetivos de nosso clube. Reaproveitamento de materiais recicláveis, receitas alternativas aos caríssimos produtos disponíveis hoje no mercado, compras coletivas para baixar preço e os próximos encontros foram bem discutidos e consensuados entre os amigos.

Está dado o pontapé inicial e agora é só meter a mão na massa, ou melhor, na planta !!!!

Valeu galera. Confira as imagens do encontro:

Da esquerda para direita: Rafael, Felipe, Clayton, Eu e Douglas.

Muito papo e bons ventos para o Bonsai de JF

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Colhendo sementes

Caros amigos, como vão ?

Estive ausente nas últimas semanas graças ao inverno que estagnou minha potencialidade para trabalhar as jovens mudas, mas também a uma grande novidade: o nascimento da minha caçula Maria Beatriz. Dedicação total a ela em detrimento à continuidade do meu aprendizado.

Contudo, foi uma época bem produtiva, já que estive pesquisando, adquirindo e colhendo sementes por toda Juiz de Fora, e agora, apresento alguns achados.

Murta de cheiro encontrada na rua Batista de Oliveira no bairro Granbery

Geral da Murta de Cheiro

Detalhe dos frutos da Murta

Vagem e sementes de Leucema

Pé de Leucema encontrado no Bahamas São Vicente

Exemplar de Caliandra

Vagens de Caliandra encontradas no bairro Dom Bosco próximo ao Monte Sinai


Fruto de Abil

Pé de Abil encontrado em Leopoldina

Sementes de Abil

Sementes de Pau-Ferro

Vagens de pau ferro

Pau-Ferro é encontrado em toda a Rua Halfeld parte alta.

Pé de Ameixa amarela

Ameixa Amarela

Semente de Ameixa Amarela à esquerda
Essa eu adquiri no Ideal Bonsai. É de Flamboyant Vermelho

Exemplar de Flamboyant Vermelho. Belíssimo !!

Exemplar de cerejeira japonesa - Sakura

Detalhe das flores da Cerejeira

Semente de Cerejeira Japonesa - Sakura à direita e à Esquerda sementes de Piteco

Exemplar de Piteco.

As sementes de Flamboyant e Sakura foram adquiridas pela internet, assim como as de Piteco que o amigo Douglas conseguiu para o Clube. As de Abil vieram de pomar familiar em Leopoldina.

Todas as demais foram recolhidas aqui mesmo em Juiz de Fora. Assim que os cultivos evoluirem estarei postando seus andamentos, já como projetos.

Abs a todos.